A noite fria, a solidão
A solidão me atormenta.
Bate em minha porta.
Mal abro e já se senta !
Poderosa, em meu sofá.
Quero jogá-la fora
Mas ela não se afugenta!
É destemida!
É corajosa !
A ela, ninguém enfrenta !
Abate até os fortes !
E agora quer me abraçar
Para nunca mais soltar.
Minha mente ela domina.
Fico sem ar pra respirar.
E ela determina
Que rumo vou tomar
Em cada triste olhar
Para o lado que eu lançar.
Nada vejo de alegria.
Isto parece alergia,
Doença difícil de se curar.
Enquanto meu coração se partia
À espreita, ela sorria.
E assim, na noite fria
Aos poucos, eu morria.
Mimi Mello
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